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Informação à Imprensa - 30 de Setembro de 2003

No 1º semestre de 2003

  • Net Asset Value (NAV) atingiu 1.129 milhões, um crescimento de 8,9%
  • Resultados Líquidos consolidados atingem 65 milhões
  • Endividamento diminui 10,5%

 

O Resultado Líquido Consolidado após Minoritários cifrou-se em € 65 milhões. No período homólogo do ano anterior atingiu € 92 milhões, porém este incluía o beneficio pela abertura de dois centros comerciais (Parque D. Pedro, em Março 2002 e Plaza Mayor, em Abril 2002) e as actividades da SPEL e da Praedium. Sem estes efeitos o Resultado Líquido do primeiro semestre de 2002 teria sido inferior a € 48 milhões.

O Resultado Liquido Consolidado do 1º semestre de 2003 foi influenciado positivamente em € 24,8 milhões pela venda de 50% do Centro Vasco da Gama ao ING realizada em Março de 2003. Este resultado foi também influenciado negativamente pelo aumento dos Impostos sobre os Lucros, consequência da alteração da lei fiscal das SGPS.

No 1º semestre de 2003 a Sonae Imobiliária obteve um total de Proveitos Directos de € 113,9 milhões, o que representa um decréscimo de 6,9% face ao período homólogo do ano passado.  De salientar que os proveitos no 1º semestre de 2002 incluíam o ganho realizado na venda da Praedium e o reconhecimento dos proveitos relacionados com a abertura do Parque D. Pedro, a actividade da SPEL e 100% do Vasco da Gama.

O EBITDA cifrou-se em € 45,6 milhões, ou seja, menos 3,3% do que nos primeiros seis meses do ano passado (€ 47,2 milhões). Para esta descida contribuiu, principalmente, a venda de 50% do Centro Vasco da Gama ao ING, implicando uma redução nas rendas e comissões face a 2002, e a ausência de aberturas de novos centros comerciais em 2003. Se ajustássemos o EBITDA do 1º semestre de 2002 com os efeitos referidos anteriormente  ele teria sido de € 40,9 milhões.

O Endividamento líquido de Disponibilidades passou de € 697 milhões em 31 de Dezembro de 2002 para € 624 milhões no final do 1º semestre, consequência da venda de 50% do Centro Vasco da Gama, o que corresponde a uma alavancagem de 34% sobre os activos a valor de mercado (38% em 2002), reflectindo a situação financeira sólida que a Empresa atravessa.

A Sonae Imobiliária procedeu à avaliação independente da totalidade dos activos imobiliários em que intervém a 30 de Junho de 2003, os quais foram valorizados em € 3.047 milhões. Destes, € 1.441 milhões correspondem a "Propriedades de Investimento" da Companhia tendo a sua avaliação, na base do mesmo universo, crescido 4,9%. .


 

 

Proveitos totais das rendas aumentaram 5,6% em Portugal

No que respeita à carteira de centros comerciais de que a Sonae Imobiliária é proprietária ou co-proprietária, o desempenho foi positivo, tendo em conta o abrandamento da situação económica.

Em Portugal, os proveitos totais das rendas aumentaram no primeiro semestre 5,6% face ao período homólogo do ano passado e as vendas dos lojistas mantiveram-se nominalmente estáveis, não obstante um ligeiro decréscimo no número de visitantes de 2,8%.

Em Espanha, os proveitos totais de rendas aumentaram 21,3% relativamente a período homólogo de 2002, sustentados por um crescimento de vendas de 19,6% e de 7,8% do número de visitantes. De salientar que o Plaza Mayor (Málaga) abriu em Abril de 2002 e a zona de lazer do Max-Center (Bilbao) em Julho de 2002, pelo que numa base ‘like for like' o crescimento de proveitos totais de rendas seria de 11%, e o crescimento de vendas e do número de visitas se fixariam, respectivamente, em 14,3% e 2,3%.

No que se refere à carteira no Brasil, as rendas totais aumentaram 34,5% em Reais, relativamente ao período homólogo de 2002, de notar que o Parque D. Pedro abriu em Março de 2002, logo apenas contribuíu com 3 meses de rendas. Numa base equivalente, este crescimento nominal situou-se em 3,8%.

Cinco novos projectos para o mercado nacional

Durante o primeiro semestre, a construção e comercialização dos dois centros comerciais em desenvolvimento - Parque Atlântico (Ponta Delgada, Açores) e Estação Viana (Viana do Castelo) - ambos em co-promoção com parceiros locais, prosseguiu como planeado, estando a sua abertura prevista para 15 de Outubro e 19 de Novembro, respectivamente.

Prosseguiram em muito bom ritmo os trabalhos de expansão do CascaiShopping, cuja conclusão foi antecipada para Setembro.

O Coimbra Retail Park (abertura prevista para 11 de Novembro de 2003) e o Setúbal Retail Park (a aguardar a emissão da licença de construção) serão o segundo e terceiro investimentos deste formato em Portugal, desenvolvidos em conjunto com a Miller Developments.

Globalmente, estes cinco projectos em desenvolvimento em Portugal representam um investimento total da ordem dos € 147 milhões.

Em Espanha, prossegue a bom ritmo o desenvolvimento de um conjunto de projectos em diversos pontos do país, que, no seu conjunto, representam um investimento total superior a € 400 milhões.

Em Madrid, estão já em curso a construção e comercialização do centro comercial e de lazer Avenida M40, uma promoção conjunta com o Grupo Eroski (60/40) que tem abertura prevista para a Primavera do próximo ano.

Também em conjunto com o Grupo Eroski, teve início a construção dos centros comerciais e de lazer Plaza Eboli, em Pinto, na região de Madrid, Dos Mares, em S. Javier, na região de Murcia, e Luz del Tajo, em Toledo.

Em regime de joint venture com a ING (50/50), está já em construção o centro comercial e de lazer Zubiarte, em Bilbao.

Em Málaga, a  Sonae Imobiliária, em parceria com a  Castle City (75/25), está a aguardar a obtenção de licenças para iniciar o Plaza Mayor Shopping.

Um conjunto de outros importantes projectos estão também em desenvolvimento noutros países da Europa, confirmando a forte aposta da empresa neste mercado, designadamente na Alemanha (3DO, em Dortmund, e Alexanderplaz, em Berlim), na Áustria (Vienna Mitte, Viena), na Grécia (Aegean Park, em Atenas, e Mediterranean Cosmos, em Thessalonica), e em Itália (Brescia Centre, Brescia, e Pavia Centre, Pavia).

No Brasil, onde a empresa continua a analisar outras oportunidades de investimento, embora com a devida prudência face à actual situação brasileira, prossegue a construção e comercialização do Boavista Shopping, na cidade de São Paulo, bairro de Santo Amaro, e teve início a obra de expansão do Shopping Penha, na zona leste da cidade de São Paulo.

Durante este primeiro semestre, importa também salientar a obtenção, por parte da Sonae Imobiliária, do Prémio PROCOS 2003 para o promotor e investidor imobiliário do ano na Europa, e a atribuição ao Plaza Mayor do prémio ICSC para o ‘Melhor Centro Especializado', factos reveladores da forte dinâmica da empresa e da constante preocupação em oferecer produtos inovadores e de qualidade.


 

 

Centros Comerciais sob gestão com elevada performance

A actividade da Sonae Imobiliária no negócio de gestão, comercialização e marketing de centros comerciais e de lazer continuou a crescer durante o primeiro semestre. O portfolio manteve-se bastante estável em Portugal e Brasil e foi iniciada a actividade em Itália, com a gestão do Centro Orio (Bergamo), um dos maiores Centros Comerciais italianos. Esta área

de negócio passou a totalizar 5.119 contratos de lojistas sob gestão, em 1.506.182 m2 de ABL. Em Espanha, durante o período em apreço iniciámos a gestão do Parque Principado, Oviedo.

Em Portugal, no primeiro semestre de 2003, a Sonae Imobiliária tinha sob gestão 873.065 m2 de ABL, correspondendo a 3.035 contratos com Lojistas. O número de visitas nos 12

centros comerciais, três galerias e no Sintra Retail Park ascendeu a mais de 121,5 milhões. No Brasil foi também positiva a performance da carteira de centros comerciais da Empresa, com um total de 225.253 m2 de ABL, seis centros comerciais e 1.075 contratos com

Lojistas.  O número de visitas ascendeu a 25,4 milhões (crescimento de 8% face ao primeiro semestre de 2002) que geraram vendas de mais de 504,8 milhões de Reais (€ 143,1 milhões), representando um crescimento de 36,4% (em Reais), face ao período homólogo de 2002. Numa base equivalente, as visitas diminuíram 4,1% e as vendas cresceram 5,8%.

Em anexo: Quadro da Demonstração de Resultados Consolidados, Balanço Consolidado e Demonstração de Resultados por Negócio (não auditadas).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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